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Meu Trabalho como Coach: A “FORMIGUINHA ATÔMICA”

 

Felipe, um Gerente de Alimentos e Bebidas de um hotel onde estávamos desenvolvendo uma atividade de “coach”, relatou o seguinte problema:

 

-“Gerencio uma equipe com 15 colaboradores, contudo, só Cristina é empenhada, motivada e comprometida com a empresa. Os demais são desmotivados, desinteressados e só trabalham quando estou supervisionando diretamente, dando ordens e corrigindo erros. Para minha tristeza Cristina está doente e eu estou passando maus momentos com minha equipe para conseguir que este pessoal trabalhe. Ou gente preguiçosa! Depois reclamam que não têm emprego! Daqui a pouco quem vai ficar doente serei eu.”

 

- Como você costuma agir Felipe?

 

- “Com Cristina, que é superdinâmica e que trabalha por dois ou três, eu elogio bastante, mas com os outros sou um ditador, pois tenho que dar ordem o tempo todo. Solicitei a sua ajuda porque já estou tendo problemas na empresa. O Gerente Geral me alertou que está havendo muita rotatividade na minha área, os custos com pessoal estão elevados e o atendimento aos hóspedes está ficando a desejar. Entrei no seu site e li um artigo em que você fala de pessoas que são tidas pela chefia como modelo, justamente porque trabalham por dois ou três empregados e que você as chama de “formiguinhas atômicas”.  É isso mesmo ou entendi mal”?

 

- É isto mesmo Felipe. Não fique preocupado, apenas mude sua concepção sobre o que significa ser um profissional motivado e trabalhador.

 

- “Como assim Branca? O que devo fazer”?

 

- Passar a desestimular este comportamento “frenético” de sua colaboradora e, como você pode perceber, já está até doente. Felipe, você pode me dizer qual a doença de Cristina?

   

- “A Dra. Suzuki disse que ela precisa descansar durante quatro dias porque está estressada”. “Sabe Branca, quem já está ficando também doente sou eu”. Por acaso eu sou também a tal “formiguinha atômica”?

 

- Ainda bem que não!  Já lhe disse que a sua concepção de colaborador motivado e comprometido está equivocada. Além de conversar com Cristina informando que ela precisa trabalhar em um ritmo mais lento, você precisa diminuir o número de solicitações que costuma fazer para Cristina sem esquecer, contudo, de explicar bem os motivos.  Quanto aos outros, você deve passar a elogiá-los para diminuir o desestímulo do grupo e deixar de estabelecer comparação com Cristina.  Agindo desta forma você poderá perceber como sua equipe irá ficar mais motivada e com auto-estima mais  elevada.

Com isso você irá também irá perceber quem é interessado ou não. Alerto que as pessoas mudam de comportamento de forma diferente e, cada uma delas, muda no seu ritmo e no seu tempo. Não se precipite Felipe! Observe!

 

- Ah! Branca, como é difícil lidar com pessoas!

 

- Concordo com sua colocação, porém é importante lembrar que a sua área é de prestação de serviços e que um colaborador insatisfeito passa para o hóspede tal insatisfação. Ressalto que o profissional, mesmo sendo uma pessoa educada, irá se comunicar com o cliente com uma “cara emburrada”, e passando por meio da linguagem não-verbal sua desmotivação ou, quem sabe, até revolta.

 

COMENTÁRIO

 

Você leitor pode está questionando sobre a relação deste case com a qualidade de vida, não é?

Aqui vai a resposta: este comportamento frenético, na maioria das vezes é provocado por uma concepção errada do tempo, ou seja, o tempo é um inimigo que precisa sempre ser derrotado. Pessoas assim são muito ansiosas, fazem tudo correndo mesmo que não seja uma atividade prioritária para aquele dia. Querem sempre bater o seu próprio recorde como: dirigir cada vez mais rápido, ler “a jato” e contando as páginas para chegar logo ao final do livro, desenvolver duas atividades ao mesmo tempo como estudar e comer etc. Com tanto desgaste não é de se admirar que estas pessoas sejam muito estressadas e com uma qualidade de vida comprometida.

 

 

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