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NO BALANÇO DAS HORAS

O tempo é seu escravo ou seu aliado? (Teste)

 

Luana Monçores (Revista JOHVEM/Ano IV Número 05)

 

 Como disse a poetisa, (Henriqueta Lisboa) “o tempo é um fio que vale muito”. E na agregação de valores, subjetivos ou cronológicos, este elemento abstrato ganha dimensões e sentido diferentes no contexto da vida de cada indivíduo. A Revista JOHVEM conversou com a consultora de recursos humanos, Branca Sampaio, e com o coordenador de projetos especiais da Fundação Mokiti Okada no Rio de Janeiro, Luiz Sérgio Lazary, ex assessor do Movimento Johvem da área Rio de Janeiro, para discutir como as pessoas estão lidando com o tempo, e colher dicas do que fazer para melhorar seu aproveitamento.

 

Família, trabalho, estudo, namoro, diversão, compromissos, religião, trânsito, casa, filhos, internet, filas... ufa! Inúmeras são as situações que cada um pode enumerar no seu dia-a-dia. São as mesmas 24 horas de sempre, que parecem não dar conta de atividades. “Ah, não tenho tempo!”, quantas vezes você já ouviu alguém esbravejar esta frase? O dia é assim, e não se altera. Nós é que precisamos mudar, começando pela organização.

 

A má administração do tempo é um problema que atinge toda a sociedade, principalmente os jovens. Para Luiz Sérgio Lazary as pessoas precisam definir prioridades para o seu dia: “O ser humano precisa hierarquizar o que é importante, necessário, urgente e desejável”. “Seguindo estas etapas ele utilizará melhor suas 24 horas”, aconselha.

 

Somos muito influenciados pela nossa formação educacional e pela cultura em que vivemos. Para a consultora Branca Sampaio, os “desperdiçadores” de origem cultural são os primeiros pontos que devemos trabalhar, a começar pela procrastinação, o conhecido “empurrar com a barriga”. Ela acredita que isto gera ansiedades, culpas e prejuízos de ordem financeira ou na vida em geral. E que a Escola e a Família que são dois grupos sociais que os jovens pertencem, devem dar o exemplo. Avalie quantas oportunidades você já perdeu por ficar enrolando com o tempo em alguma situação?

 

Com um fato induz ao outro, a procrastinação leva à desorganização, grande vilã no desperdício do tempo pessoal. O mundo avança tecnologicamente, mas o homem não consegue vivenciar da melhor maneira o seu agora. Muitos vivem no passado, remoendo situações saudosistas de velhas épocas. Outros, só se preocupam com o futuro. “A preocupação é um desperdiçador de tempo crônico em nossa cultura. Chega a ser considerado, erroneamente, como prova de amor. Isto é passado de pais para filhos, e ambos deixam de viver, influenciando negativamente na qualidade de vida. É necessário orientar os jovens e substituir a preocupação pela ação ou pelo planejamento”. Explica Branca.

 

A ação é fundamental para dar um passo à frente e driblar a preguiça. Agindo assim temos mais tempo e qualidade de vida.

 

Para a consultora Branca Sampaio, como não temos uma saída para as 24 horas, o jeito é aproveitar o tempo subjetivo que é o tempo do coração. Costumamos sentir quando dizemos: “aquele final de semana foi tão bom que valeu por uma vida”. Assim, as 24 horas poderão valer muito mais.

 

Para o problema da impontualidade, a solução é a disciplina. Os jovens precisam ter limites. A exagerada atenção à apresentação pessoal à maquiagem, a dificuldade de tomar decisões em relação às roupas, a excessiva preocupação com a opinião de outras pessoas são fatores apontados pela consultora como motivos de atraso. “Hoje os jovens utilizam suas agendas apenas como forma. Esquecem que ela tem a função de organizar horários, para que o tempo possa ser utilizado corretamente, ganhando vida”, diz Luiz Sérgio Lazary. Ele ainda completa: “o jovem tem que ser agente de transformação, dar o exemplo a ser seguido pela sociedade”.

 

Meishu-Sama ensina que a pontualidade nos compromissos é uma demonstração de sinceridade. Ao fazermos uma pessoa nos esperar a sujeitamos a preocupações e aborrecimentos. “É melhor esperar do que ser esperado”, diz o mestre. Então siga as dicas: seja sincero, faça planejamento, tenha atitude, elimine a preguiça e aproveite ao máximo o tempo concedido por Deus.

 

 

VOCÊ SABE ADMINISTRAR SEU TEMPO?

 

Faça o teste elaborado pela consultora Branca Sampaio e descubra a relação que você tem com o tempo: ele é seu escravo, aliado, inimigo, senhor ou é mistério?

Responda as perguntas e depois confira o resultado.

 

1. Atribuo a uma força externa a responsabilidade da minha vida.

    a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

    2. O tempo é algo desconhecido com o qual é impossível lidar.

          a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

3. Estou sempre querendo ganhar tempo.

    a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

 4. Costumo viver no futuro.

          a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

5. Desisto de fazer as coisas porque é muito cedo ou muito tarde mesmo tendo vontade de fazê-las.

          a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

6. Tenho dificuldade de calcular o tempo necessário para executar uma tarefa.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

     7. Costumo tentar bater meu próprio recorde de tempo na execução de    uma tarefa.

          a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

   8. Sinto-me culpado com o não cumprimento de algo planejado.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

      9. Sinto necessidade de levantar todos os dias à mesma hora mesmo quando não tenho coisa alguma para fazer.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

     10. Preocupo-me com conseqüências não previstas em relação ao tempo

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

      11. Fico ressentido com pessoas que dizem frases como “não há pressa, temos tempo suficiente”.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

      12. Preciso de provas constantes do controle do tempo.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

  13. Fixo-me em horários pré-determinados mesmo quando isto significa deixar de fazer algo agradável sem provocar conseqüências adversas.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

 14.     Tenho dificuldade em assumir compromissos.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

 15.     Enfatizo mais a rapidez do que a qualidade.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

      16.  Gosto de fazer eu mesmo todos os trabalhos mesmo que fique sobrecarregado.

           a) nunca

          b) raramente

          c) quase sempre

          d) sempre

 

RESULTADOS

Se você assinalou sempre ou quase sempre nestas letras, veja os seus resultados.

 

A – 1, 5, 9 e 13: Você concebe o tempo como amo e senhor. Indica forte influência da crença do poder do tempo em sua vida. O tempo assume qualidades, capacidades e limitações dos seres humanos. São comuns as expressões como: “somente o tempo dirá”, “o tempo não espera por ninguém”. O tempo, neste caso, funciona como um ditador em sua vida.

 

 B - 2, 6, 10 e 15: você concebe o tempo como mistério. Neste caso tempo é encarado como algo desconhecido com o qual é difícil lidar. Daí a dificuldade de dimensionar o tempo adequadamente. Esta concepção causa nas pessoas muita ansiedade e dificulta o planejamento.

 

C - 3, 7, 11 e 15: você concebe o tempo como inimigo em sua vida. Ele é algo que precisa ser derrotado. Você quer bater sempre o seu próprio recorde como: caminhar, digitar, ler, redigir, dirigir, cozinhar etc. cada vez mais rápido. Parece uma “formiguinha atômica”. Cuidado porque poderá se estressar devido a seu estilo de vida frenético marcado pela ansiedade e preocupação constante com o relógio ou o calendário.

 

D – 4, 8, 12 e 16: você concebe o tempo como seu escravo. Preocupa-se com o controle do tempo, exige disciplina constante de si mesmo e dos outros, tem dificuldade de delegação e de relacionamento.  Pode apresentar um destes comportamentos: viver no futuro ao invés do presente e sentir-se culpado pelo não cumprimento dos prazos.

E se você não respondeu sempre ou quase sempre para nenhuma das perguntas, parabéns, o tempo para você é um ALIADO.

 

 

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