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Adeus, bagunça! Feliz ano novo!

A maneira de arrumar as coisas interfere no estado emocional e vice-versa

 

Por Raphaela Guimarães

 

 

Não é à toa que, na lanterna da fila de prioridades para o ano novo, geralmente está a organização da bagunça. A arrumação na vida pessoal relaciona-se diretamente com o bem-estar. Atitudes bagunceiras ou perfeccionistas demais sufocam emoções. Assim como a confusão emocional influencia na maneira como se (des)organiza as agendas e os pertences.

Quem está próximo dos bagunceiros também deve ficar atento. Uma pessoa que anda desleixada, tanto em termos de horários e lembranças quanto de arrumação do material, pode atrapalhar alguém organizado, acredita a pedagoga e consultora em organização pessoal, Branca Maria Sampaio.

E enganam-se aqueles que pensam que arrumando a bagunça do outro estarão o ajudando. Pelo contrário. Branca revela que excesso de paparicos de mães e avós, assim como a dependência de empregados ao redor, vicia as pessoas. Tornar-se mais displicente com os que são exageradamente organizados também não ajuda.

"Justificativas para a desordem ou para o excesso de arrumação são inventadas para se esquivar de enfrentar as razões psicológicas que levam ao acumulo de coisas", diz. "Enterramos solidão, medo da intimidade e outras emoções em meio à maneira como lidamos com a arrumação", afirma.

Para Branca, a organização da vida afetiva fica mascarada graças à esse tipo de "ajuda" dos outros. "A desordem interna só é revelada quando se encontra dificuldades em outros momentos como no mercado de trabalho, ou mesmo numa relação afetiva sem mimos", alerta a pedagoga.

São várias as possíveis causas para a desorganização ou o excesso de perfeccionismo na hora de arrumar os pertences e programar agendas. Ela pode estar ligada à indisciplina, à dificuldade de tomar decisões ou de dizer não, à falta de planejamento e de objetivo, à tendência à centralização das tarefas, ao autoritarismo, à falta de confiança no futuro. Pode também se relacionar com o apego aos pertences. "Existem pessoas que, de alguma maneira, sentem que a sua identidade está ligada às suas coisas e não conseguem se desfazer delas", diz.

A recusa a descartar objetos pode refletir até em uma espécie de avareza, a necessidade de sentir que o dinheiro gasto neles foi compensado.Também pode significar a necessidade de manter as aparências organizadas para sufocar à baixa auto-estima, territorialismo, o desejo de possuir e controlar as coisas.

O que não significa que todo bagunceiro tenha todas essas características. O importante é que cada um descubra as razões para a própria bagunça em vez de incomodar o próximo. A idéia é a entender porque se precisou da desordem no passado, o que ajuda a se desfazer dela e a deixar de acumulá-la no futuro.

Branca Sampaio revela algumas dicas que dá aos bagunceiros em seu curso: planeje como irá se organizar, jamais tente fazer tudo em um só dia, estabeleça as prioridades da sua vida pessoal e profissional e aprenda a dizer não de forma profissional. E esteja atento à centralização de autoridade, pois ela leva a desorganização pessoal e provoca perda de tempo, dinheiro e qualidade de vida.

"Cada um deve buscar estudar o seu problema e tentar resolvê-lo com paciência, disciplina e determinação", diz a consultora. "E não esquecer de fatores como o lazer e a boa alimentação. São detalhes que ajudam, e muito, a tornar suas 24 horas do dia mais produtivas", conclui.

Para se livrar das velharias, os autores do livro "Simplifique sua vida", Werner Tiki Küestenmacher e Lothar J. Seiwert aconselham: "pense nas pessoas que estão ligadas aos objetos. Guarde uma lembrança particularmente bonita ou significativa e dê o resto".

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